Por que devemos estimular os bebês ?


A estimulação psicomotora realizada precocemente ativa o cérebro à capacidade de aprendizagem, e faz com que os bebês amadureçam e sejam capazes de adaptar-se muito melhor ao seu ambiente e às diferentes experiências. Não se trata de uma terapia nem de um método de ensino formal. É apenas uma forma de orientar o potencial e a capacidade de cada ser em construção, pois quando se estimula um bebê, abre-se um leque de oportunidades e de experiências que o fará explorar, adquirir destreza e habilidades de forma mais natural, para em seguida, entender o que ocorre ao seu redor, e progressivamente, ele vai aperfeiçoando os movimentos e adquirindo habilidades, passando de um estágio de sensações à construção de uma vida psíquica elaborada.


Todos os bebês experimentam diferentes sensações que favorecem o seu desenvolvimento. E nesta fase o bebê manifesta suas emoções através de movimentos mímicos, códigos visuais e sinais, que os profissionais terão que aprender a reconhecer para poderem se relacionar com o bebê. Para isso, deve-se reconhecer e motivar o potencial de cada criança individualmente, e apresentar-lhe objetivos, materiais e atividades adequadas que fortaleçam sua auto-estima, iniciativa e aprendizagem. A estimulação que o bebê recebe nos seus primeiro anos de vida, constituem a base de todo seu alicerce no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.

Contudo, as atividades no berçário não pode ser restringida apenas aos cuidados com a higiene, mas a uma variedade de estímulos que contribuem para o desenvolvimento integral da criança. Para que isso ocorra, será necessário que a escola desenvolva uma excelente estrutura de trabalho com fundamentação pedagógica, propondo atividades para o desenvolvimento psicomotor de base para a noção corporal e estruturação do tônus muscular, que liga as funções de equilibração e regulação mais complexas do ato motor, através da estimulação e integração dos sistemas responsáveis pela elaboração, controle e execução do movimento. E isso ocorrerá de acordo com a maturidade neurológica de cada bebê.

E a maturidade do sistema nervoso edifica-se a partir da organização tônica. Assim, podemos estabelecer a primeira relação da construção do pensamento com o tônus, através do movimento corporal conscientizado. E é por isso, que desde precocemente toda a vivência do bebê se tornará eficaz no processo de aprendizagem e construção do "Eu".

O ambiente para estimular o que bebê deve ser amplo e sem muitos estímulos visuais para não servir como elemento distrator para o bebê . Por isso, além da sala ser neutra, é recomendável usar apenas um brinquedo ou estímulo por vez, justamente para não hiper estimulá-lo, prejudicando a sua atenção a tarefa proposta. Além disso, os objetos e os estímulos devem ser mudados de acordo com o interesse dos bebês flexibilizando a atividade a ser desenvolvida no dia. E toda atividade deve conter uma rotina com começo, meio e fim e o conteúdo planejado e objetivado. E também, para que se obtenha um melhor aproveitado cada aula não devem passar os 30 minutos.

Até os três anos de idade o bebê esta com a marcha fixada, desenvolve mais a sua autonomia e independência, está mais perceptivo ao ambiente em que vive, explora mais movimentos e gestos corporais e tudo que lhe é oferecido. E tudo isso facilitará o desenvolvimento da aprendizagem e construção do pensamento.

Para que todo este processo de aprendizagem seja rico e dê resultados eficazes para o bebê , tem de haver parceria entre a escola e os pais. De primeiro momento, a escola deve conhecer e respeitar a história e rotina da família para poder atuar com a criança, individualizando o trabalho, para em seguida, acolher, informar, tentar fazer com que os pais participem de forma integral de sua rotina no berçário, dos cuidados aos estímulos adequados para ser feitos em casa, para que ambos estruturem uma rotina similar para a criança.

Portanto, o papel da escola com os seus profissionais e com a família são de extrema importância para o bom desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo do bebê.


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© 2015 Corpo em Atividade

Evelyn de Paula Pereira
Profa. de Educação Física e Psicomotricista
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